Los gobernadores generales del Estado de Brasil durante la Monarquía Hispánica (1583-1641)redes, acción política y circulación

  1. Moreta Pedraz, Sergio
Supervised by:
  1. José Manuel Santos Pérez Director

Defence university: Universidad de Salamanca

Defense date: 20 September 2024

Committee:
  1. Pedro Cardim Chair
  2. Alberto Baena Zapatero Secretary
  3. Pilar Ponce Leiva Committee member
Department: Historia Medieval, Moderna y Contemporánea
University: Universidad de Salamanca

Type: Dissertation

Teseo: O852038 DIALNET

Sustainable development goals

Abstract

A seguinte pesquisa procura analisar a figura do governador-geral do Estado do Brasil na época em que esse território pertencia à Monarquia Hispânica (1580-1640) sob múltiplos pontos de vista. O cargo de governador-geral era fundamental no território, pois, como principal agente político enviado pela Coroa à América Portuguesa, todos os assuntos que afetavam a região que hoje conhecemos como Brasil passavam por ele. O modelo de governo-geral foi introduzido no Estado do Brasil em 1549, e esse foi o sistema escolhido pelos Habsburgo até 1640, quando o primeiro vice-rei chegou ao território. O cargo de governador foi, portanto, um dos mais significativos na estrutura imperial portuguesa. Cada pessoa que ocupou o cargo durante esses 60 anos teve uma trajetória individual intimamente relacionada ao contexto em que viveu, vide cada um dos reinados de Filipe II (1580-1598), Filipe III (1598-1621) e Filipe IV (1621-1640), e as principais autoridades, cargos e instituições de cada um dos momentos. No entanto, eles também tinham algumas características comuns que é necessário pesquisar para entender a importância que essa figura política teve na estrutura política e administrativa do Reino de Portugal e da própria Monarquia Hispânica. Além disso, do ponto de vista individual, cada um desses indivíduos também procurou criar uma rede de apoio ao seu redor, tanto antes quanto durante seu mandato, para obter os maiores benefícios possíveis. Por outro lado, além da análise da trajetória individual e coletiva, é dada especial atenção a uma questão pouco abordada pela historiografia até o momento: a ação política que esses agentes da administração exerciam no Estado do Brasil. Essa questão é analisada por meio de um estudo detalhado dos regimentos, onde foram estabelecidas as funções que deveriam desempenhar para, a partir daí, realizar uma investigação do que realmente aconteceu com relação a essas ordens no território, dividindo-as nos três aspectos em que se baseava o governo da Monarquia Hispânica: Justiça, Fazenda e Guerra. Por fim, outra questão importante é analisada, uma vez que os governadores-gerais do Estado do Brasil eram pessoas que circulavam, tanto do ponto de vista do cursus honorum quanto do movimento em todo o mundo, questão que também é desenvolvida ao longo da pesquisa. Em suma, o objetivo é destacar o valor de um cargo e de pessoas que, até agora, não foram adequadamente valorizadas em um período e contexto específicos. Não há nenhum trabalho que analise, como um todo, os governadores-gerais do Estado do Brasil no período da Monarquia Hispânica (1580-1640), uma questão que, por meio deste estudo, esperamos resolver, concentrando-nos em indivíduos que desempenharam um papel fundamental em um território importante para a Coroa, por meio de uma pesquisa abordada sob múltiplos prismas.